segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Saiu no Blog da Razão Social

As atitudes dos jornalistas em relação à sustentabilidade em geral são de duas naturezas - ou são adesistas, e endeusam qualquer ação empresarial nesta área, sem nenhum tipo de questionamento crítico, ou são totalmente céticas e não admitem nenhum grau de positividade. Muito louvável o que publicou a jornalista Amélia Gonzalez em seu blog Razão Social, que reproduzo a seguir:
 
"O papel da imprensa

Assessoria de imprensa da Ipiranga liga para passar um release. Quer divulgar que a empresa está construindo no Sul um posto de gasolina ecoeficiente. Com todos os detalhes, tipo lâmpadas econômicas, lixo reciclável, reuso de água etc.

---- Tá, mas a Ipiranga vai se pronunciar sobre a questão do enxofre no diesel? - pergunto eu.

---  Na verdade, a Ipiranga é distribuidora -- disse a assessora.

--- Sim, mas ela faz parte da cadeia produtiva. Pode estar preocupada, discutindo, agregando -- disse eu.

---- Mas o papel dela é só vender -- argumentou.

---- Claro. Se eu lhe der um produto com problemas (uma meia furada, digamos) para você vender para mim, no entanto, tenho certeza de que você vai questionar, não vai querer vender, não é assim?

A assessoria de imprensa da empresa não está de má fé. Ainda há espaço, realmente, para as pessoas aprenderem a lidar com o tema sustentabilidade, fazendo com que ele permeie toda a nossa rotina. Sobretudo nós, jornalistas. Se não acontecer dessa forma, boas iniciativas como esta, de investir num posto que diminua o impacto ambiental, vão parecer simplesmente greenwashing. Não é isso o que se quer."

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