sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Acidente em Campos é semelhante ao do Golfo do México

O alerta é do Greenpeace:

Uma semana desde que foi noticiado o derrame de petróleo da empresa Chevron no Campo de Frade, na Bacia de Campos, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) finalmente se pronunciou e estima que o vazamento possa chegar a mais de 330 barris - ou mais de 50 mil litros de petróleo a cada 24 horas. Segundo o Jornal O Globo,  o acidente é até oito vezes maior do que o estimado pela petrolífera americana em seu comunicado do dia 16/11. Em vez dos 400 a 650 barris informados pela companhia, já seriam mais de três mil de barris derramados. (veja a reportagem de O Globo)

O acidente reproduz a história do vazamento da BP no Golfo do México, em 2010, e, coincidência ou não, a plataforma SEDOC 706, que perfura os três poços da Chevron de onde saiu o vazamento, é da mesma empresa que operva com a BP no episódio mexicano, a Transocean.

(para ler na íntegra o texto do Greenpeace, clique aqui)

No jornal da Band desta quinta, 17/11, o âncora Ricardo Boechat comentava que além de custar a admitir a seriedade do acidente, a Chevron ainda apresenta uma enorme dificuldade em fornecer informações. São evasivas, silêncios, negativas. A empresa simplesmente não fala. O jornalista questionou qual será a atuação das autoridades, já que no episódio semelhante, envolvendo a BP, as multas foram pesadas.

Lógico que punir a companhia e cobrar pelos prejuízos ao meio ambiente é fundamental. Cabe, porém, outra reflexão neste caso.

Em tempos em que as empresas anunciam que perseguem a transparência, o relacionamento com seus públicos e o diálogo permanente, elevando assim a Comunicação a um lugar estratégico, a Chevron parece se ancorar numa perspectiva segundo a qual o mundo corporativo dita as regras sem encontrar interlocutores que a questionem ou que a ela se contraponham.

Ao se fechar no silêncio e tatear no seu posicionamento público, a Chevron também nos indica o que acontece a uma empresa que não valoriza a Comunicação como elemento fundamental na construção de credibilidade, reputação, imagem positiva.

Um único episódio, tantas lições. Será que iremos aprender?

Um comentário:

  1. Certamente a empresa e os seus profissionais de comunicação conhecem os caminhos da transparência. Mas...não custa tentar um "migué". Já que se trata de um país de impunidades...

    ResponderExcluir