O alerta é do Greenpeace:
Uma semana desde que foi noticiado o derrame de petróleo da empresa Chevron no Campo de Frade, na Bacia de Campos, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) finalmente se pronunciou e estima que o vazamento possa chegar a mais de 330 barris - ou mais de 50 mil litros de petróleo a cada 24 horas. Segundo o Jornal O Globo, o acidente é até oito vezes maior do que o estimado pela petrolífera americana em seu comunicado do dia 16/11. Em vez dos 400 a 650 barris informados pela companhia, já seriam mais de três mil de barris derramados. (veja a reportagem de O Globo)
O acidente reproduz a história do vazamento da BP no Golfo do México, em 2010, e, coincidência ou não, a plataforma SEDOC 706, que perfura os três poços da Chevron de onde saiu o vazamento, é da mesma empresa que operva com a BP no episódio mexicano, a Transocean.
(para ler na íntegra o texto do Greenpeace, clique aqui)
No jornal da Band desta quinta, 17/11, o âncora Ricardo Boechat comentava que além de custar a admitir a seriedade do acidente, a Chevron ainda apresenta uma enorme dificuldade em fornecer informações. São evasivas, silêncios, negativas. A empresa simplesmente não fala. O jornalista questionou qual será a atuação das autoridades, já que no episódio semelhante, envolvendo a BP, as multas foram pesadas.
Lógico que punir a companhia e cobrar pelos prejuízos ao meio ambiente é fundamental. Cabe, porém, outra reflexão neste caso.
Em tempos em que as empresas anunciam que perseguem a transparência, o relacionamento com seus públicos e o diálogo permanente, elevando assim a Comunicação a um lugar estratégico, a Chevron parece se ancorar numa perspectiva segundo a qual o mundo corporativo dita as regras sem encontrar interlocutores que a questionem ou que a ela se contraponham.
Ao se fechar no silêncio e tatear no seu posicionamento público, a Chevron também nos indica o que acontece a uma empresa que não valoriza a Comunicação como elemento fundamental na construção de credibilidade, reputação, imagem positiva.
Um único episódio, tantas lições. Será que iremos aprender?
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Acidente em Campos é semelhante ao do Golfo do México
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Porque a Ação deve vir antes da Comunicação ou Debate no Interseção
Logo mais à noite, participo do debate Publicidade e Responsabilidade Social, dentro da programação do Interseção 12, um evento promovido pela Escola de Comunicação da UFRJ (Veja mais neste link), ao lado de representantes do Ibase.
A proposta do Interseção é ser um evento "onde mercado e universidade se encontram". O tema deste ano é Publicidade levada ao limite. Uma semana com os desafios de uma década. Muito oportuno que a programação tenha escolhido a responsabilidade social como um dos desafios, e principalmente como o tema que abre a semana. Nos últimos anos, tem crescido o número de marcas que se associam a conceitos verdes, ecológicos, sociais, sem que isto seja questionado ou discutido de forma mais aprofundada.
Um dos pontos que vou levar para o debate é que, em relação à sustentabilidade e à responsabilidade social, a ação deve vir antes da comunicação. Portanto, não basta fazer uma propaganda bonitinha e bem feita, dizendo que a marca tem atributos de responsabilidade social, se na prática a história é bem diferente.
Isso porque toda marca que busca esta associação também fica mais exposta. Em tempos de multiplicidade de interlocutores, em que temos tantas vozes falando simultaneamente - algumas positivamente, outras, não - quando uma empresa se autoproclama socialmente responsável ela deve ficar atenta a todas as suas conexões.
Um exemplo do que acontece quando nem tudo é como a propaganda diz é o caso Dove, produzido pela Unilever.
Em 2007, a Unilever lançou exclusivamente na internet o filme Onslaught (Massacre) que alertava as mães sobre a pressão sofrida pelas filhas com os padrões estéticos, alinhado ao conceito da marca "Real Beleza Dove".
Imediatamente, o Greenpeace criou um filme-protesto, chamado Onslaughter Dove (Dove Massacrador).
Foi o suficiente para levar a Unilever a assumir o compromisso de ter 100% de sua produção de palma oriunda de fontes sustentáveis até 2015.
O que mostra que em se tratando de responsabilidade social, o uso de associações sem um respaldo forte da cadeia produtiva pode virar a mesa contra a marca. Ou, em outras palavras, adotar uma postura responsável não deve ser traduzido apenas por um posicionamento de comunicação. Precisa ser uma atitude estratégica e que de fato leve a mudanças na forma de produção, distribuição e comercialização de produtos e serviços. Se isso é possível realmente já é assunto para outro post. Ou para o debate desta noite. ;)
A proposta do Interseção é ser um evento "onde mercado e universidade se encontram". O tema deste ano é Publicidade levada ao limite. Uma semana com os desafios de uma década. Muito oportuno que a programação tenha escolhido a responsabilidade social como um dos desafios, e principalmente como o tema que abre a semana. Nos últimos anos, tem crescido o número de marcas que se associam a conceitos verdes, ecológicos, sociais, sem que isto seja questionado ou discutido de forma mais aprofundada.
Um dos pontos que vou levar para o debate é que, em relação à sustentabilidade e à responsabilidade social, a ação deve vir antes da comunicação. Portanto, não basta fazer uma propaganda bonitinha e bem feita, dizendo que a marca tem atributos de responsabilidade social, se na prática a história é bem diferente.
Isso porque toda marca que busca esta associação também fica mais exposta. Em tempos de multiplicidade de interlocutores, em que temos tantas vozes falando simultaneamente - algumas positivamente, outras, não - quando uma empresa se autoproclama socialmente responsável ela deve ficar atenta a todas as suas conexões.
Um exemplo do que acontece quando nem tudo é como a propaganda diz é o caso Dove, produzido pela Unilever.
Em 2007, a Unilever lançou exclusivamente na internet o filme Onslaught (Massacre) que alertava as mães sobre a pressão sofrida pelas filhas com os padrões estéticos, alinhado ao conceito da marca "Real Beleza Dove".
Imediatamente, o Greenpeace criou um filme-protesto, chamado Onslaughter Dove (Dove Massacrador).
Foi o suficiente para levar a Unilever a assumir o compromisso de ter 100% de sua produção de palma oriunda de fontes sustentáveis até 2015.
O que mostra que em se tratando de responsabilidade social, o uso de associações sem um respaldo forte da cadeia produtiva pode virar a mesa contra a marca. Ou, em outras palavras, adotar uma postura responsável não deve ser traduzido apenas por um posicionamento de comunicação. Precisa ser uma atitude estratégica e que de fato leve a mudanças na forma de produção, distribuição e comercialização de produtos e serviços. Se isso é possível realmente já é assunto para outro post. Ou para o debate desta noite. ;)
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
Greenpeace faz teaser com símbolo chinês para "água"
O símbolo usado pelos chineses para representar a água aparece em manequins que o Greenpeace está espalhando por diversos lugares do mundo, os "水 MEN". A estratégia é o teaser da próxima campanha da entidade, que provavelmente envolverá a discussão sobre o uso da água e sua preservação.
Como parte da estratégia, o Greenpeace não está divulgando nenhum dado sobre a campanha, mas envia emails a sua lista de endereços cadastrados avisando que irá notificá-los assim que a campanha for lançada. Ou seja, uma típica estratégia de teaser, um recursos que o Greenpeace sabe utilizar bem., mobilizando a opinião pública e gerando notícia pela própria campanha.
O que fica faltando é uma medição da efetividade das iniciativas.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Greenpeace inicia campanha contra Dove
Segundo o Greenpeace, a Unilever, fabricante dos produtos Dove, compra óleo de palmeira de fornecedores que destroem as florestas da Indonésia, o que estaria causando devastação, extinção de espécies e mudança climática. Para impedir isso, a organização lançou uma campanha de coleta de assinaturas e colocou no ar o seguinte vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=odI7pQFyjso
Verdade ou exagero, o certo é que precisamos mesmo pensar como são feitos os produtos que usamos no nosso dia-a-dia. E de onde de fato vem a responsabilidade social empresarial.
http://www.youtube.com/watch?v=odI7pQFyjso
Verdade ou exagero, o certo é que precisamos mesmo pensar como são feitos os produtos que usamos no nosso dia-a-dia. E de onde de fato vem a responsabilidade social empresarial.
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