quarta-feira, 14 de abril de 2010

Natureza como limite da economia

 

Discutir quais são os limites para o crescimento, frente à imperiosa necessidade de respeita o meio ambiente. Este é o tema do debate que acontece no dia 19 de abril, às 15h, no auditório do Instituto de Estudos Avançados (IEA), da Universidade de São Paulo (USP),  O evento contará com a participação de Andrei Cechin, José Eli da Veiga e Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp. Na ocasião, serão lançados dois livros que aprofundam esta discussão.

O primeiro deles é Economia Socioambiental, organizado por José Eli da Veiga, que debate os critérios utilizados no Brasil para tratar questões socioambientais. O outro é A Natureza Como Limite da Economia – a Contribuição de Nicholas Georgescu-Roegen, de Andrei Cechin. A obra resgata a vida e o pensamento do economista Georgescu-Roegen, para quem é impossível manter os atuais níveis de crescimento sem que as futuras gerações arquem com os ônus da irresponsabilidade, sendo necessário que a economia não só deixe de crescer, mas que em algum momento passe a decrescer.

A sede do IEA fica na Rua da Reitoria (antiga Travessa J), 374, na Cidade Universitária, em São Paulo. O evento será transmitido ao vivo pela internet no endereço www.iea.usp.br/aovivo.

Mais informações podem ser obtidas com Inês Iwashita, pelo e-mail ineshita@usp.br ou pelo telefone (11) 3091-1685.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Jornalismo de frases de efeito

No programa de rádio do Observatório da Imprensa de hoje, 13/4, Luciano Martins Costa comentou como jornais noticiaram o evento sobre economia de baixo carbono realizado em São Paulo, para o qual Marina Silva foi convidada:

 

A ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata à Presidência da República, senadora Marina Silva, foi a convidada principal do seminário sobre economia de baixo carbono, organizado pela revista CartaCapital em São Paulo, na segunda-feira (12/4). Os jornais de terça-feira registram o evento apenas para destacar opiniões da senadora sobre a disputa eleitoral.

Marina Silva disse entre outras coisas que, sem Lula na disputa, a campanha será um confronto de candidatos carrancudos – e a imprensa gostou da frase. A senadora disse muito mais do que isso, e os outros participantes também ofereceram farto material sobre a questão do desenvolvimento sustentável, que deveria estar no centro dos debates eleitorais. Mas os jornais parecem estar interessados apenas em frases de efeito.

Uma das informações oferecidas aos presentes dá conta do crescente interesse da imprensa brasileira pelo tema da preservação ambiental. A ex-ministra informou, por exemplo, que em 2003, quando ela assumiu o cargo, sua assessoria coletava nos jornais uma média de catorze notícias sobre a questão ambiental por dia. Hoje, a imprensa brasileira publica diariamente pelo menos uma centena de notas e reportagens sobre o assunto.

O detalhe, que nenhum dos participantes se animou a comentar, continua sendo a qualidade desse noticiário. Pela baixa repercussão que o evento produziu nos jornais do dia seguinte, pode-se concluir que a imprensa ainda não entendeu que o desafio ambiental é a grande notícia neste início do século 21.

Rio joga 2 mil toneladas de lixo no esgoto

As chuvas torrenciais que acometeram o Rio de Janeiro na semana passada trouxeram à tona incompetência e insensibilidade administrativa dos diversos governos que já passaram por este Estado. Mas não dá pra negar que os fluminenses também têm sua parcela de contribuição. Um recente levantamento da Cedae mostrou que num período de um ano 2 mil toneladas de lixo foram retiraradas da rede de esgoto estadual. Já foram encontrados celulares, fraldas descartáveis, cotonetes, canivetes, preservativos e até boneca inflável. O presidente do órgão, Wagner Viceter, chama a atenção para o mau hábito do consumidor, que usa o vaso sanitário como lixeira. Esta prática contribui para entupir a tubulação. Curiosamente, as regiões do Rio de Janeiro mais afetadas pela prática são as áreas de melhor poder aquisitivo - Zona Sul, Barra da Tijuca e Centro - o que demonstra que nem sempre educação está associada ao padrão de renda.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Alguém acredita no seu relatório de Sustentabilidade?

Alguém acredita no seu relatório de Sustentabilidade?  

Pesquisa aponta que em grande parte dos relatórios as empresas falham na verificação das informações

A maioria dos dados climáticos e de sustentabilidade relatados por algumas das maiores empresas do mundo sofre com a falta de credibilidade. Isso porque em grande parte destes relatórios as empresas falham na verificação das informações. Uma consultoria britânica pesquisou 350 empresas do índice inglês FTSE em suas práticas de divulgação, descobrindo que apenas 75 delas publicaram algum tipo de garantia para mostrar que a informação havia sido verificada. Destas, apenas 62 foram baseadas em alguma norma de garantia reconhecida e executada por um terceiro, segundo o estudo.

Os investidores clamam por uma forma de comparar a credibilidade da vasta gama de relatórios não-financeiros publicados pelas empresas em suas carteiras, particularmente para as emissões de gases do efeito estufa (GEEs). Por este motivo, o Departamento Britânico, o Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (DEFRA) e um grupo de sociedades, incluindo o Barclays, BP, BAT, CII, a SAP e o Grupo BPR, passaram a patrocinar essa pesquisa. A maioria das empresas não verificou seus inventários de emissões GEEs. Apenas 38 fizeram, enquanto 7 abordaram os critérios de reporte de carbono e apenas 2 declararam claramente ter seguido um padrão.

Um problema generalizado enfrentado pela indústria é a falta de padronização dos modelos de acreditação, criando confusão para os investidores sobre quem possui mais credibilidade: painéis de stakeholders, declarações de auditoria interna, apoio de celebridades ou de terceiros independentes.

"À medida que a Grã-Bretanha se dirige à sua meta de redução das emissões de carbono em 80% até 2050, precisamos da credibilidade e sustentabilidade dos dados de carbono", diz Ben Murray, diretor da Carbon Smart, a empresa-mãe do Smart Consulting, iniciativa que conduziu o estudo. "Atualmente não temos isso", completa ele.

O State of Green Business 2010 ecoa resultados semelhantes.  A iniciativa analisou as práticas de divulgação do índice Standard and Poor"s 500. Apenas 7,6% dos relatórios da S&P 500 procuraram terceiros para a verificação de seus dados ambientais, em comparação com a média global de 23% e a taxa europeia de 30%.

As empresas precisam de um modelo com os componentes recomendados para um processo de verificação robusto e seguro, além da verificação para ajudar a acelerar a prática. "A confiabilidade das emissões e outros dados de alterações climáticas é cada vez mais importante, assim como as questões em torno das alterações climáticas cada vez mais relevantes para as empresas e investidores", disse Nigel Topping, Gerente de Desenvolvimento do Carbon Disclosure Project, entidade de base de dados sobre as mudanças climáticas.

Fonte: Agenda Sustentável (http://www.agendasustentavel.com.br)

HSM Online
31/03/2010

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Exposição no Rio mostra a propaganda enganosa de cigarros

Deu no Globo de hoje, 8/12/2009:

Depois de uma temporada em São Paulo, a mostra "Propagandas de Cigarro - Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas" ficará no Rio até 17 de janeiro, na Caixa Cultural. A exposição reúne 63 peças publicitárias, produzidas entre 1920 e 1950 para a TV e veículos impressos, que mostram como a indústria do tabaco escondia os efeitos nocivos do fumo. Na capital paulista, o evento atraiu mais de 60 mil pessoas.

As imagens, selecionadas e organizadas pelos médicos Robert K. Jackler e Robert N. Proctor, professores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, fazem parte do acervo de domínio público mantido no Smithsonian Institution, em Washington. Jackler iniciou a compilação das peças quando a mãe morreu, com câncer de pulmão, após fumar por toda a vida.

Entre as peças expostas, há muitas curiosas: "Mais médicos fumam Camel do que qualquer outro cigarro"; "Dê férias para a sua garganta, fume um cigarro refrescante" (Camel); "A proteção para a sua garganta contra irritação e tosse (Lucky Strike)"; "19.293 dentistas recomendam. Fume Viceroy! Nunca mancharão seus dentes!" Até Papai Noel foi usado em anúncios: "Como seria o Natal sem o cigarro Murad?" As peças foram trazidas ao Brasil pela agência de publicidade NovaS/B para o evento, que tem apoio da Caixa Cultural e do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

A mostra está em cartaz no Foyer Térreo da Caixa Cultural, na Avenida Almirante Barroso 25, no Centro, e pode ser vista de terça a sábado, das 10h às 22h; e aos domingos, das 10h às 21h. A entrada é franca, com classificação livre.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Segunda edição da Revista eletrônica Desafio Sustentável recebe artigos

?ui=2&view=att&th=12520956dd3a6264&attid=0.1&disp=attd&realattid=ii_12520956dd3a6264&zw-

 
Até 15 de dezembro a revista eletrônica Desafio Sustentável está aceitando artigos para sua segunda edição, cujo tema central será Mudanças Climáticas - o que esperar depois de Copenhagen?
 

Em dezembro de 2009, ministros do meio-ambiente e representantes de 192 países se reunirão durante dez dias em Copenhagen na 15ª Conferência das Partes da Convenção Quadro da ONU em Mudanças Climáticas (COP-15), para discutir e assinar um novo acordo climático global, que substituirá o Protocolo de Kyoto a partir de 2012.

O que o mundo pode esperar depois de Copenhagen? Um cenário para um acirramento do desequilíbrio entre países emergentes e países ricos ou um palco para um novo modelo de cooperação internacional que de fato contribua para modificar os danos ao planeta?

No Brasil, em 2010 viveremos um ano eleitoral, em que a questão ambiental deverá assumir importância na pauta dos candidatos à Presidência da República, ao mesmo tempo em que colocará em cena a discussão sobre a matriz energética brasileira e os rumos do desenvolvimento nacional.

Este é o tema principal do próximo número da Revista Desafio Sustentável: Mudanças climáticas - o que esperar depois de Copenhagen?, que está com chamadas em aberto até dia 15 de dezembro.

Para consultar as normas de envio, clique aqui

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mais uma estratégia pouco dispendiosa de mobilização

Pode-se questionar os métodos, as causas e até mesmo as motivações do WWF. Mas uma coisa é realmente inquestionável: a capacidade que eles têm de criar mobilização de forma simples, barata e com grande efeito.

A campanha Vote pelo Planeta, lançada ontem, 11 de novembro, é um exemplo. Com mensagens simples, diretas, curtas, ela conclama internautas a utilizarem um sistema de votação que monta um mapa eleitoral contra o aquecimento global. Com palavras de ordem como "É hora de decidir. Dê o seu voto pelo planeta e pela vida." e agradecimentos a manifestações anteriores, "Graças ao seu apoio, inúmeras mensagens foram enviadas ao presidente Lula e seus ministros pedindo um posicionamento público sobre a relutância dos países desenvolvidos de assumirem sua responsabilidade em relação às mudanças climáticas.", o WWF estimula o marketing viral a partir de ações fáceis como enviar um email:

"Ainda há muito a fazer nesses 25 dias restantes para Copenhague. Precisamos garantir que os líderes mundiais tomem as medidas necessárias para que a temperatura do planeta não aumente mais do 2oC em relação à temperatura de 1990.
Participe da campanha Vote pelo Planeta - um movimento global da Rede WWF, presente em mais de 100 países:
Registre seu voto no mapa, um aplicativo desenvolvido em parceria com o Google;
Deixe sua mensagem contra o aquecimento global;
Envie este e-mail para seus amigos e familiares;
Divulgue a ação pelos seus canais do Twitter, Orkut e Facebook;
Publique o mapa no seu blog;
Assine o manifesto TicTacTicTac;
Faça tudo isso pelo site http://www.wwf.org.br/
Muito obrigado. Juntos podemos mostrar aos líderes mundiais que é possível deter o aquecimento global".


O mapa pode ser consultado neste link aqui.