segunda-feira, 17 de março de 2008

Exames de imagem a preços populares

Conhece alguém que não tem plano de saúde e precisa de fazer exames de imagem, como ressonância magnética, tomografia, ultrassonografia?
 
Então anote esta dica: Desde o final do ano passado existe um projeto que atende à população de baixa renda, oferecendo exames de diagnósticos por imagem a preços bem mais baratos que na rede privada. Chama-se Imagem Solidária.
 
Para utilizar o serviço, é preciso ir à Rua São Clemente, 216, Botafogo, no Rio de Janeiro, com identidade, pedido médico e um comprovante de renda. A pessoa passa por uma entrevista com a assistente social e depois é encaminhada para a realização do exame.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Bancos são socialmente responsáveis?

Há muita gente que acha que os bancos, pela natureza da sua operação,
não podem ser socialmente responsáveis. Outros já consideram que é
possível, sim. Uma pesquisa do Idec, publicada esta semana no site
Responsabilidade social (www.responsabilidadesocial.com.br), mostra
que a prática dos grandes bancos no Brasil ainda é muito tímida.
Acompanhe a seguir:

O discurso é forte, a intenção existe e algumas ações até mesmo estão
sendo empreendidas, mas os grandes bancos que operam no Brasil ainda
deixam a desejar quando o assunto é responsabilidade social. A
constatação está numa pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de
Defesa do Consumidor (Idec), que avaliou o comportamento de entidades
financeiras em relação ao trabalho, consumidores e meio ambiente.

No estudo divulgado neste mês, o Idec analisou o discurso dos oito
maiores bancos de atuação nacional (com mais de 1 milhão de clientes),
entre junho e novembro de 2007. A pesquisa, exceto na parte referente
aos consumidores, se baseou nas respostas das próprias instituições.
"A nossa preocupação foi estabelecer uma avaliação com critérios
claros e que permitissem tanto comparar as instituições quanto mostrar
o posicionamento de cada uma delas em relação às melhores práticas de
responsabilidade sócio-ambiental", explica o assessor técnico do Idec,
Marcos Pó.

O resultado é surpreendente nesse momento em que os bancos tentam cada
vez mais atrelar sua imagem à sustentabilidade. Numa escala de 1 a 5
pontos, nenhuma das instituições chegou a 3 pontos e a média do setor
ficou em torno de 2 pontos. Os melhores desempenhos foram do ABN Amro
Real (2,75) e Bradesco (2,60), seguidos do Itaú (2,41), Banco do
Brasil (2,21), Caixa Econômica Federal (1,93), HSBC (1,73), Santander
(1,51) e Unibanco (1,51).

No quesito meio ambiente, por exemplo, o Santander ocupou o último
lugar do ranking (1,00), seguido do Unibanco e da Caixa (1,5). O
melhor desempenho foi do ABN, com três pontos. Já nas relações com os
trabalhadores, a melhor nota obtida foi do Itaú (3,25) e a pior do
Unibanco (1,75). Mas foi no item relações com consumidores que os
bancos tiveram as notas mais baixas: Itaú, HSBC, Unibanco e Santander
tiveram 1,33 (péssimo) e ABN, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa
ficaram com 2 (ruim).

"Uma instituição só pode ser considerada socialmente responsável se
aplicar os conceitos de ética, com o respeito à legislação e com a
preocupação sobre os seus impactos na sua operação cotidiana. Ações
filantrópicas e projetos sociais são louváveis, mas não substituem a
preocupação ética diária", destaca Marcos Pó.

Para o gerente nacional de responsabilidade social da Caixa, Jeter de
Souza, a comparação com outras instituições representa uma
oportunidade de aprendizado. "Não cabe um julgamento sobre os
critérios ou metodologias, pois são próprias do instituto que a
idealizou. Mas vale como aperfeiçoamento a partir da experiência e das
melhores práticas desenvolvidas pelas demais instituições
participantes", conta.

Segundo ele, a Caixa iniciou sua inserção nos conceitos e melhores
práticas voltadas para a sustentabilidade em 2004 e no segundo
semestre de 2007 a empresa passou por uma reestruturação, que teve
como orientação a valorização das pessoas e dos mecanismos de
governança corporativa. "Para este ano, o banco pretende aperfeiçoar a
política de crédito e risco, incluindo indicadores sociais e
ambientais", revela.

Para desenvolver a pesquisa, o Idec contou com a colaboração de
algumas instituições parceiras, como Amigos da Terra, Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese),
Centro de Pesquisa de Empresas Multinacionais da Holanda (Somo), entre
outras. A íntegra do estudo
está no site do Idec (www.idec.org.br)

Relatório internacional
Três instituições citadas na pesquisa do Idec, também figuraram o
relatório Mind the Gap, produzido pelo Banktrack, organização
internacional sem fins lucrativos criada para fiscalizar e monitorar o
setor financeiro. O Banco do Brasil, Bradesco e Itaú obtiveram
resultados pouco acima da média das outras instituições analisadas,
porém baixos se tratados na escala de zero a quatro estabelecida pelo
estudo.

A pesquisa analisou, ao todo, 45 bancos espalhados por todo o mundo.
Para seleção, o Banktrack levou em conta os bancos com maior número de
ativos, empréstimos realizados, financiamento de projetos e seguros
oferecidos. As instituições foram avaliadas numa escala de zero
(política inexistente ou não-pública), um (vaga ou ainda uma
aspiração), dois (não-consistentes o suficiente), três (boas práticas,
faltando poucos ajustes) e quatro (total conformidade).

A base de comparação para as notas são práticas internacionais que se
tornaram paradigmas de sustentabilidade, tais como certificação de
florestas, do Forest Stewardship (FSC) e a Declaração dos Direitos
Humanos das Nações Unidas. O estudo foi divulgado em dezembro passado
e na página eletrônica da instituição (www.banktrack.org) é possível
consultar o perfil de todos os bancos do ranking.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Gife lança indicadores de gestão do ISP

O GIFE lançou, no último dia 21, os Indicadores GIFE de Gestão do Investimento Social Privado. Trata-se de um questionário em que institutos e fundações de origem privada podem aferir a eficiência de sua gestão ao analisar fatores como: composição de conselhos de governança, direção executiva, recursos humanos e financeiros, planejamento estratégico e ações de monitoramento e avaliação.
Leia mais no site www.gife.org.br.

domingo, 25 de novembro de 2007

RSE é uma farsa

A opinião é do ex-secretário do Trabalho de Bill Clinton, Robert B. Reich que em entrevista à revista Exame de 7/11/2007 diz que o movimento de responsabilidade corporativa é uma farsa. Reich comenta que "há 35 anos era possível que uma companhia fosse socialmente responsável porque seus presidentes tinham muita autonomia. Hoje eles não têm mais".

Ex-secretário do Trabalho durante o governo Bill Clinton, Reich reacendeu o debate sobre a responsabilidade social das empresas no recém-lançado livro Supercapitalism -- The Transformation of Business, Democracy, and Everyday Life (em tradução livre "Supercapitalismo -- A transformação dos negócios, da democracia e da vida cotidiana", ainda não lançado no Brasil).

Confira no portal Exame, a íntegra da entrevista.

Leia também a reportagem da revista, intitulada Inversão de papéis, que diz que as empresas estão tomando para si a responsabilidade por serviços "públicos", como educação e saúde -- e essa é uma distorção perigosa.

Perfil do Profissional de RSE

Saber gerenciar ações sociais;
Ter um bom relacionamento com as comunidades beneficiadas;
Ter um conhecimento aprofundado sobre RSE e desenvolvimento sustentável;
Atualizar-se constantemente;
Ter ética para avaliar os interesses envolvidos;
Ser assertivo, para mostrar a importância do tema aos colegas e funcionários;
Ter formação em ciências humanas e/ou fazer especializações em responsabilidade social;
Ter conhecimento sobre a legislação e instituições ligadas ao assunto;
Participar de encontros, seminários e debates especializados;
Ter capacidade e competência para monitorar processos e avaliar resultados dos programas.

RSE é missão da empresa para 18% da população

Para avaliar a percepção das classes A, B e C sobre assuntos ligados ao tema Sustentabilidade, o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) realizou uma pesquisa com homens e mulheres, acima de 16 anos, dos maiores Estados brasileiros, entre os dias 20 e 28 de julho. O estudo também analisou a opinião da comunidade empresarial por meio de entrevistas com 537 executivos de 381 grandes empresas nacionais. O resultado desse levantamento, intitulado Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã?, foi divulgado no II Fórum IBOPE - Negócios Sustentáveis.

Apenas 18% das pessoas avaliam as ações de Responsabilidade Social como parte da missão da empresa e 13% afirmam que a ação é resultado da conscientização, de que é preciso fazer alguma coisa pela sociedade. Já 9% dizem que as ações sociais são executadas por causa das isenções tributárias, 8% para autopromoção e 7%, porque a empresa se sente cobrada pela comunidade.

Leia mais aqui.

Qual é o papel do jornalista na construção da pauta de RSE na mídia?

Este foi o tema de um debate que o Instituto Ethos promoveu em outubro. Saiba mais sobre o evento no site Setor 3.

O evento discutiu também a pesquisa feita pelo Ibope sobre a percepção da sustentabilidade. Para ter acesso a pesquisa clique aqui ou acesse o site do IBOPE.